sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

"Bixa Travesty", Um lindo Filme sobre Linn da Quebrada





O documentário “Bixa Travesti” de Cláudia Priscilla e Kiko Goifman retrata a cantora transgênero Linn da Quebrada durante uma investigação sobre as desconstruções das identidades de gênero.
Goifman, que produziu filmes como “Periscópio” e “FilmeFobia” diz que “Linn é uma pessoa extremamente forte e que sofre preconceitos de todos os lados: é negra, da periferia e transexual
 O filme está participando dos festivais de Berlin, da Finlândia e está na Competição do Sensacional Festival de Cartagena

 https://hornetapp.com/stories/pt-pt/bixa-travesti-berlim/

terça-feira, 7 de novembro de 2017

14° SEMINÁRIO “O NEGRO E A EDUCAÇÃO”

14° SEMINÁRIO “O NEGRO E A EDUCAÇÃO”
“CARTA CONVITE”
O CIEJA-CAMPO LIMPO, tem a honra de convidar a todos para participar do 14º seminário “O NEGRO E A EDUCAÇÃO: DESCONSTRUINDO E CONSTRUINDO IMAGENS”, que ocorrerá no dia 9 de novembro de 2017 nas dependências do mesmo. Neste dia o evento ocorrerá das 8h00 às 22h00.
O preconceito, a discriminação e a intolerância no Brasil, gerou a necessidade de trabalhar a questão, tema este que passou a ser obrigatório em sala de aula. O CIEJA sempre teve um posicionamento estratégico em relação a essa temática, o que impulsionou ainda mais essa ideia. Este ano traremos “O SER UMBUNTU” como tema centralizador das nossas discursões nas mesas postas. Vários convidados palestrantes, estarão discorrendo sobre as questões dos Afros-descendentes no Brasil levando em conta o que é SER UMBUNTU. Além de nutrições culturais e oficinas.
Venha participar e passar um dia agradável de muita sabedoria e aprendizagem conosco.


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Promotor de SP afirma ter sido irônico ao chamar negros de “catinguentos”




Até quando iremos aceitar as injustiças?
Até quando pessoas continuarão manifestando e verbalizando o racismo e a justiça fechando os olhos para tais fatos?
Desculpas não basta!
Reportagem: br.com/noticiasyahoo./promotor-de-sp-afirma-ter-sido-ironico-ao-chamar-negros-de-catinguentos-151626980.htm
Pessoas negras são “catinguentas” e costumam não tomar a quantidade certa de banhos diários, por isso acabam “fedendo mais do que o recomendável”. Essas e outras frases foram escritas pelo promotor de Justiça José Avelino Grota de Souza, que decidiu compartilhar essas conclusões em um grupo do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Diante da repercussão do fato, Avelino – assim como membros do Ministério Público – afirmaram se tratar de um texto com uma série de ironias, bem como a história de trabalho do promotor seria no sentido oposto ao que ficou compreendido, mas ainda assim houve intenso debate.
O contexto tratava do debate acerca da utilização de uniformes brancos e outras práticas discriminatórias por babás no Clube Pinheiros, São Paulo. Avelino, que foi o promotor mais atuante pela investigação da discriminação pelo estabelecimento, teria lançado um texto de forma a supostamente criticar o arquivamento do procedimento que averiguava o caso. Ao fazer a crítica, no entanto, lançou mão dos seguintes trechos:
“(…) Pobre não tem dinheiro sequer para se vestir direito, e suas roupas, assim, são também feias, o que agrava a situação estética de quem as usa. Pobre, ademais – e isso é notório -, costuma ser negro”, escreveu. E continuou: “Negro no sentido lato da classificação, o que inclui, além de que é preto, o vasto contingente de pardos, dos mais clarinhos aos mais escurinhos. E negro, como todos sabem, tem o péssimo costume de não dar muita atenção à higiene – tanto do corpo quanto da roupa”.
Para justificar o uso de roupas brancas por babás, Avelino diz que “(…) a cor branca reflete o calor do sol, em vez de absorvê-lo. É por isso que negro, em geral, é catinguento, porque sua muito e, não tomando a quantidade diária certa de banhos, acaba fedendo mais do que o recomendável“.
O texto foi publicado entre os dias 25 e 26 de agosto e somente nesta terça-feira (3) o promotor procurou se retratar. Avelino diz que o episódio foi uma “ironia pura, sarcasmo” e que a publicação tem origem no caso das babás. Além disso, afirmou que o jornalista Fausto Macedo, do jornal Estado de S. Paulo, fez um recorte de forma a descontextualizar o que foi dito, a fim de favorecer um rival político na carreira que teria interesse na desinformação.
Em nota ao jornal, ele afirma ainda que tem 26 anos de carreira no MP e que ainda este mês deve ser promovido a procurador. O promotor fez uso de argumentos nada relevantes para o caso, como, por exemplo, o fato dele ser do interior e não da capital.
Despreparo com questões estruturais
A atitude do promotor, no entanto, mostra mais uma vez o despreparo do sistema de Justiça brasileiro com questões estruturais, de acordo com a ativista negra e feminista, Joice Berth. “Primeiro porque se justifica dizendo que não pode ser racista porque é do interior, como se racismo tivesse demarcação geográfica definida. Segundo porque desconhece totalmente o significado do racismo enquanto estrutura social mantida por relações de poder e hierarquia ‘racializada’, da qual inclusive ele se beneficiou”, explica.
Já sobre a ironia, Joice é cirúrgica: “ele chama de ironia, de piada, a massificação dos estereótipos desumanizadores que pessoas negras sofrem, como consequência das dinâmicas que atuam no sistema racista, do qual ele obviamente faz parte. Como mulher negra e pesquisadora das questões raciais, afirmo que é racismo e aconselho que ele faça jus a posição que tem e estude a respeito, recorrendo a vasta literatura sobre o assunto, inclusive de colegas brilhantes de profissão, como o Dr. Adilson Moreira, por exemplo.”
Veja os prints da publicação divulgada no Estadão:
Reprodução
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https://br.yahoo.com/noticias/promotor-de-sp-afirma-ter-sido-ironico-ao-chamar-negros-de-catinguentos-151626980.html

Justiça condena Bolsonaro à indenização por ofensa a quilombolas