sexta-feira, 1 de julho de 2011

Conciência em debate


COLEÇÃO CONSCIÊNCIA EM DEBATE CONTA A HISTÓRIA DA ÁFRICA E AFRO-BRASILEIRA
Ao longo da história do Brasil, poucos autores têm retratado a participação efetiva dos negros no processo de formação do povo brasileiro e a real herança cultural deixada por eles. Atualmente, graças ao esforço dos movimentos sociais negros, essa contribuição vem sendo reconhecida na sociedade brasileira. O livro História da África e afro-brasileira – Em busca de nossas origens, terceiro volume da Coleção Consciência em Debate, é mais um avanço nesse sentido. Os educadores Elisabete Melo e Luciano Braga contam a história da África sob a ótica do personagem Lube, um jovem humilde que volta à escola muito tempo depois de ter abandonado os estudos. Clique aqui para saber mais sobre este livro.
Acompanhando Lube nessa viagem ao longo dos séculos, o leitor entra em contato com a história da África e com o destino dos milhões de negros que foram trazidos à força para o Brasil. Nesse percurso, surgem políticos, artistas e líderes praticamente desconhecidos, configurando o resgate da tradição e da memória afro-brasileira. “O livro mostra um pouco do que está sendo feito na educação para valorizar a participação do negro em todo o processo histórico e cultural brasileiro”, revelam os autores.
A escola, onde parte da história se desenrola, é um dos Centros de Integração de Jovens e Adultos (Ciejas) que existem na capital paulista. Baseados na inclusão, os centros atendem cerca de 1.800 alunos a partir dos 15 anos de idade, em horários diferenciados, a fim de acolher aqueles que pretendem voltar aos bancos escolares. Os cursos vão da alfabetização até o 9º ano, dividem-se em módulos e ainda oferecem a dupla docência em sala de aula.
Resultado de mais de um ano de pesquisas, realizadas também em sala de aula, o livro resgata a imagem e a importância dos heróis africanos. “Esse reconhecimento eleva a autoestima do estudante negro”, afirma Braga. Dividido em nove capítulos, o livro aborda a história do continente africano, o período de escravização, a vinda para o Brasil de milhões de africanos e o período pós-abolicionismo. “O objetivo é contribuir para um novo momento na formulação de políticas de combate à discriminação etnorracial na educação”, afirma Elisabete. Ao longo da obra, eles compartilham descobertas, experiências e saberes advindos de uma trajetória de estudo, aprendizado e, também, de muita esperança. “Fizemos uma viagem pela história da humanidade para entender o processo de exclusão dos grandes centros e a formação das periferias”, complementa Braga.

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