Olá pessoal, Este blog servirá de estudo para discutirmos sobre nossas heranças culturais, nossas origens, história da formação do povo brasileiro. Espero que possam contribuir com novas informações e trocarmos experiências sobre assuntos que sejam pertinentes para enriquecimento dos nossos conhecimentos.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Contribuições africanas para a sociedade brasileira
Contribuições africanas para a sociedade brasileira
Parte I: Construção civil
Pensando nas contribuições africanas no
desenvolvimento da sociedade brasileira podemos destacar muitos itens. Os
africanos vindos para o Brasil na condição de escravizados tinham histórias,
costumes, cultura e muita sabedoria. Eles não puderam trazer bagagens visíveis
mais trouxeram a bagagem dentro de si, na memória.
Vamos começar pelas construções das primeiras vilas
em torno das fazendas e pela própria fazenda. As casas eram erguidas por quem?
Pelos portugueses que não eram. Todas as construções de casas, ruas, pontes,
armazéns entre outras coisas eram erguidas pela mão-de-obra especializada
escrava.
Várias pessoas pertencentes aos mais diversos grupos
étnicos trabalhavam nas construções em seus países de origem. Lá eles erguiam
monumentos grandiosos, casas enormes e verdadeiras fortalezas nos diversos
reinos espalhados pelo continente africanos.
As mais variadas técnicas de manipulação de materiais
foram trazidas pelos povos do continente africano, o barro, o junco, a madeira,
a pedra, a lama e o uso do óleo de baleia para as ligas da argamassa nos
edifícios.
Vejamos como eram feitos os materiais para serem
utilizados para erguer as construções:
Adobe: é um tijolo de terra crua feito com a mistura
de argila, fibra vegetal, estrume de gado e óleos vegetais ou animal;
Taipa de pilão: utilizada para alicerce e para
paredes, feita com uma massa misturando terra crua, esterco animal, fibras
vegetais, óleos e sangue de animais, estes são emparelhados em formas de
madeiras de onde vem o nome de taipa;
Taipa de mão (pau a pique): feita com uma trama de
galhos de árvores amarrados com arame, cipó ou fibra vegetal;
Cantaria: pedras cortadas, aparelhadas e lavradas;
Desta forma fica claro e evidente a participação dos
grupos étnicos africanos na construção desse país.
Bibliografia
CUNHA JR, Henrique,
1952-Tecnologia africana na formação brasileira / Henrique Cunha Junior. - Rio
de Janeiro : CeaP, 2010.
CUNHA JR., Henrique
/ Ramos, Maria estela Rocha. Espaço Urbano e
Afrodescendência:
Estudos da Espacialidade Negra Urbana para o Debate das
Políticas Públicas.
Fortaleza: editora da UFC, 2007.
GUTIERREZ, ester.
Barro e sangue: Mão de obra escrava, arquitetura e urbanismo em Pelotas.
1777-1888. Porto alegre: Tese de doutoramento – PUCRS. 1999.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Protesto contra o racismo e xenofobia ocorrerá dia 21 em SP
Protesto
contra o racismo e xenofobia ocorrerá dia 21 em SP
Imigrantes
africanos e diversos grupos sociais farão ato político após um mês do
assassinato de estudante angolana, cobrando pedido de desculpas do Estado
Brasileiro
Uma ampla articulação
denominada “Mobilização Zulmira Somos Nós" realizará um ato político e
inter-religioso em protesto pelo assassinato da jovem angolana Zulmira de Souza
Borges Cardoso, morta no Brás – São Paulo, após ofensas racistas e tentativa de
chacina contra outros 3 imigrantes africanos.
O ato está marcado
para às 16:00h da quinta-feira, dia 21/06, no Pátio do Colégio, em frente a
Secretaria de Justiça – Centro de São Paulo e terá a participação do movimento
negro, imigrantes e amigos de Zulmira.
Ao mesmo tempo,
paralelo ao protesto, entidades negras, movimentos sociais e associações que
atuam com imigrantes no Brasil irão protocolar no Palácio do Planaldo (Casa
Civil) uma Representação com Pedido de Providências dirigida a Presidenta Dilma
Rousseff, Ministros da Justiça, Promoção da Igualdade Racial, Relações
Exteriores e Trabalho/Emprego – por serem estes os Ministérios responsáveis por
políticas ligadas a imigrantes e o combate ao racismo.
No documento o grupo
requer da Presidenta Dilma um imediato pedido de desculpas para a família dos
agredidos e para a comunidade angolana no Brasil. Requer também acompanhamento
do caso pelo Ministério da Justiça e Secretaria Especial de Políticas de
Promoção da Igualdade Racial/SEPPIR, mudanças na legislação migratória e
inclusão no projeto do novo Código Penal de agravante por racismo em todos os
crimes comuns.
O crime ocorreu dia
22 de maio. Zulmira comemorava com diversos amigos em um bairro muito
frequentado por imigrantes africanos. O agressor teria chamado angolanos de
macacos. Houve discussão. Cerca de 20 minutos depois o homem que diria um carro
voltou armado e disparou contra o grupo, ferindo 3 angolanos e matando Zulmira.
Outros protestos já
ocorreram em vários estados do país. Haverá um ato ecumênico dia 22, às 18h, na
Rua Riachuelo, n. 268 – Centro.
O inquérito ainda não
foi concluído. O movimento negro e a Comissão de Direitos Humanos da ALESP
terão encontro com o Secretário de Segurança Pública de SP para pedir rigor na
investigação.
Contato:
Bas´ilele Malomalo –
Professor/ IDDAB – 9700-2298
Cleyton W. Borges –
Advogado/ CDHIC – 8622-5360
Louise Edimo –
Jornalista 8979-5868
Marseu de Carvalho –
Comunidade Angolana – 6063-0348
Lúcia Udemezue –
Câmara Municipal – 9433-9219
Matéria
do Jornal Nacional de Angola
Matéria
da TVT
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